Fetrafi-MG faz live sobre a campanha Sindicato Solidário

Evento contou com participação de sindicalistas, voluntários, religiosos e economista

A Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-MG) realizou nesta terça-feira (25) uma live para debater a campanha Sindicato Solidário, para ajudar a população mais carente a enfrentar a fome e a miséria. A campanha é realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) com federações e sindicatos de todo o país, engajados na assistência à parcela mais carente da população.

“Com a pandemia, temos 116 milhões de brasileiros em situação de fome ou sem comida em casa. Sabemos que nossos sindicatos filiados à Federação têm esse compromisso e vêm fazendo a campanha nas suas regiões. Temos um governo que reduz o auxílio emergencial. Isso agravou a situação de fome. Fazemos um papel que infelizmente o governo federal não tem feito. Vamos construir com o que pudermos, seja com alimentos, com roupas ou materiais de higiene”, falou a presidenta da Fetrafi-MG, Magaly Fagundes, coordenadora nacional da campanha ao abrir a live.

O secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, outro coordenador nacional da campanha, falou em seguida e destacou a situação da população negra, maior atingida pela crise econômica e a pandemia. “Essa nova fase da campanha é para dar um alento a esse povo. Aumentou o abismo social entre ricos e pobres, aumentou a violência e o número de desempregados e isso atinge fundamentalmente a população negra. Precisamos combater em função da inércia do governo federal. Com a redução do auxilio emergencial, aumentou muito a desigualdade. Muitas das domésticas, 80%, 90% são principalmente mulheres negras, que agora perderam seus empregos”, destacou o secretário.

Governo de morte

Robson Marques, presidente do Sindicato dos Bancários da Zona da Mata e Sul de Minas, informou que somente na cidade de Juiz de fora, há 39 mil pessoas que sobrevivem com renda de até 89 reais por mês. “Esses números podem ser maiores e essa situação é por causa do desgoverno que vivemos nesse país, um governo de morte. Seu plano é a morte da população brasileira”, disse Robson.

Em seguida, falou Ramon Peres, presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região. Peres citou uma frase do educador Paulo Freire, que afirmava que “ninguém liberta ninguém. Homens e mulheres se libertam em comunhão”. “A campanha Sindicato Solidário traz essa mensagem de humanidade, um pouco do que podemos fazer para amenizar essa dor diária. Falta direção para nosso país. No governo do Lula e da Dilma, a gente tinha essa direção. Tanto que saímos do mapa da fome. Unidos com nossos sindicatos poderemos enfrentar essa pandemia, o desemprego e alta de preços nos alimentos”, afirmou Peres.

Problema se agravou

O economista Fernando Ferreira Duarte, técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em Minas Gerais, lembrou que a pobreza no Brasil está relacionada com o rendimento das pessoas. “Desde a crise de 2015, temos convivido com desemprego elevado. Na pandemia, mesmo com o governo comemorando um desempenho econômico que só ele enxergava, tivemos um desempenho pífio na economia”, criticou. Duarte disse que em Belo Horizonte houve um aumento de 27,79% no preço dos alimentos no ano passado. “Neste ano, com auxilio emergencial menor e o preço da cesta básica permanecendo alto, esse problema se agravou”, destacou.

O padre Flávio, responsável pela pastoral Social da Forania Nossa Senhora do Carmo, em Betim, falou sobre o trabalho de ajuda aos necessitados em sua região. “Auxiliamos mais de 10 mil famílias com doações de cestas básicas, além da ajuda aos que vivem nas ruas, ajuda com psicólogos, advogados e outros especialistas”, relatou o padre. “Distribuímos todos os dias cerca de 600 refeições. É para dar um mínimo de dignidade para quem vive sem dignidade. Temos uma epidemia da falta de humanidade, daqueles que estão à frente de nosso país. É como se melhor para essas pessoas fosse a morte. Mas o povo brasileiro é generoso, solidário, que se compadece com aquele que está com fome”, disse.

Voluntária

A professora Dalva Barcelos, da Pastoral da Igreja Católica e voluntária no trabalho de ajuda aos carentes, é diretora de uma escola de bairro e contou que ela e outros profissionais sempre faziam arrecadações para famílias de alunos pobres. “Com a pandemia, meus alunos têm passado muita necessidade. Entregamos diariamente 120 marmitex para quem está em situação de rua. Distribuímos 45 mil marmitex na pandemia” relatou Dalva, que terminou sua fala defendendo Comida na Mesa Para Todos, Vacina Para Todos e Fora Bolsonaro.

O secretário de Comunicação da Contraf-CUT, Gerson Pereira, encerrou a live explicando o trabalho da comunicação na campanha, mostrou um vídeo, o hotsite onde tem informações sobra a campanha, os sindicatos e federações que participam e as entidades sociais que arrecadam doações, com endereço e outras formas de contato. “A Contraf-CUT atinge 95% dos sindicatos bancários do país. Essa campanha, que começou no ano passado, será ainda mais forte”, finalizou.

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